Esparta ocupa um lugar privilegiado na história da educação e ainda na cultura helênica. Enquanto Atenas nada tinha a nos ensinar, praticamente não existindo, Lacônica já atingia um estado arcaico precocemente alcançado, da civilização antiga. Mas esse avanço foi freado por seu conservadorismo, insistindo em manter costumes antigos em desuso.
Antes de tudo Esparta é uma cidade-estado de concepções predominamente militares, esse poder conquistado por seus valores, permitiu-lhe conquistar e reter um território, passando a ser uma das mais vastas regiões da Grécia. A educação não seguia rumos diferentes, seus jovens recebiam ensinamentos diretos e indiretos do ofício de armas, inserindo-o a uma atmosfera “política”. Objetivando não só selecionar heróis, mas formando uma cidade repleta deles.
“Eu não julgaria um homem digno de memória, nem faria caso dele unicamente por seu valor na corrida a pé ou na luta, fosse ele grande e forte como os ciclopes... se ele não tem valor militar, se não é homem para resistir na batalha... é esse o mais alto prêmio que um homem possa obter entre os homens; é um bem comunitário, útil à cidade e ao povo inteiro...” (Aristóteles).
Verdade seja dita, não só de militarismo viveu Esparta. Esportes hípicos e atléticos, foram muito apreciados, não só por parte dos homens as mulheres também estavam inclusa nos jogo Olímpicos.
Além dos esportes a música foi muito presente em Lacônica, segundo Glauco de Régio foi no século VII a capital da música na Grécia. É lá que nascem duas escolas, Terpandro caracterizada pelo canto solo ou instrumental, já a segunda “Cartástase” inclinada para o lirismo e coral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário